Oi é breque de boi!

Depois de várias tentativas amigáveis decidimos procurar um tribunal de pequenas causas. Levamos os argumentos do nosso aborrecimento, nosso tempo perdido, o nosso lado David contra o lado Golias, o nosso Oi gritando para o Boi. Tivemos uma proposta de acordo. Eles simplesmente não cobrariam pela boleta em aberto! Não. Claro que não, afinal queríamos que a empresa reconhecesse que nos aborreceu, insultou nossa inteligência… Na audiência a Juiza – minha nossa, ela insistiu que aceitássemos o acordo e mais, disse que talvez a empresa nos desse uma linha fixa da OI! Sinceramente acho que a Juiza estava fora do seu juízo – . A OI havia nos empurrado um pacote completo de internet, voz e celular. O celutar tinha um custo extra que era um tal Paggo. O negócio foi feito via telefone, pelo meu interesse em ter a internet banda larga da velox.  A coisa começou a funcionar, porém algum tempo depois chegou o tal chip do Paggo e um boleto para paga-lo, mesmo sem usá-lo. A conta do fixo e da internet eu pagava mas o que eu nao usava eles queriam que eu pagasse.
O caldo entornou quando a internet bichou. Ficamos 2 meses sem internet e depois de várias tentativas de fazer a coisa funcionar decidi que não merecia o infortúnio de tentar diálogo com uma coisa. As coisas não dialogam. As pessoas tentam dialogar. A Oi era uma coisa. Uma empresa de comunicação não tem a mínima noção do potencial de fazer as pessoas felizes.  Pedi o cancelamento da internet e, inclusive, numa das reclamações sobre a falta do serviço, anotei um protocolo que me isentava de pagar pela internet que eu não havia desfrutado. Pedimos também o cancelamento do Oi fixo – Pra quê telefone fixo se as pessoas que quiserem falar comigo ligam para o meu celular? Posteriormente recebemos uma carta de cobrança pela internet que não funcionou e que tínhamos um protocolo dizendo que não precisaríamos pagar. Pra resumir a ópera, a Juíza afirmou que estavamos sendo injustos com a OI e que nossa demanda era para obtenção de dinheiro, que ela não iria dar danos morais porque não cabia. Pensando cá com meus dedos nesse teclado, vejo que ela tem alguma razão. Uma pessoa jurídica não tem moral. Uma pessoa sim. O diálogo é impossível entre as partes. A Juiza achou que me dando um telefone fixo resolvia meu aborrecimento. Gostaria que ela ficasse 20 minutos no telefone tentando conversar com a OI.
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Sobre luizcavalinijr

Jornalista por formação e publicitário por profissão e paixão.
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